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<EDIÇÃO 195>


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Casa própria, sonho ou pesadelo?

Em 20 anos de revista Revenda, nunca utilizei este espaço para causa própria. Esta é a primeria vez, e espero a última. Ter a casa própria é o sonho de todos os brasileiros. Ter um imóvel é garantia para o futuro, não depender do aluguel e ter um teto para a velhice… Quantas vezes escutamos nossos pais falar que o objetivo do homem é ter sua própria casa? Era nisso que eu pensava enquanto assinava a papelada de compra do meu novo apartamento, adquirido com muito sacrifício, mas que representava um sonho. O vendedor foi colocando as folhas na minha frente e eu assinando, e sonhando. Descritivo do imóvel: ok; vagas na garagem demarcadas: ok; área de lazer: ok; áreas comuns: ok; preço e condições de pagamento: ok; regulamento interno do condomínio: ok; limpeza interna do imóvel: limpeza interna do imóvel! Apesar de nunca ter visto nada parecido, coloquei minha assinatura. Afinal, quem é o maior interessado em manter o espaço limpo do que o próprio morador? E já tinha assinado umas 30 páginas. Deveria ter desconfiado. Menos de um ano depois, as portas e batentes dos banheiros e da cozinha começaram a desmanchar. Fui reclamar com a construtora Mac, que havia construído o prédio. A resposta: “O senhor assinou o contrato que os pisos dos banheiros e da cozinha não poderiam ser lavados com água, apenas com um pano úmido”. Nunca vi nada igual. Reclamei com o fabricante das portas, a empresa Pormade - Portas de Madeira Decorativas Ltda., do Paraná. A resposta foi a mesma: eu não poderia lavar os pisos, pois a água provocaria umidade nas portas e batentes que, segundo a diretoria da MAC, seriam de MDF, mas que parece um papelão com serragem prensada. Eu ainda perguntei a um tal de Claudenir, que respondeu pela Pormade, como evitar umidade em um ambiente que tem banheira e ducha de água quente? Só se fosse na varanda da casa dele! A resposta, tanto da construtora quanto da empresa Pormade, foi a de que eu assinei o contrato e nada poderia reclamar. Que sirva de alerta a todos. Ao assinar um contrato de compra e venda, prestação de serviços ou outro qualquer, leve uma lupa. Mas bem grande. Nas entrelinhas, ou no momento da emoção da compra, você pode estar sendo enganado. Como estou me sentindo. José Wilson josewilson@revenda.com.br
Publicado em 01 de dezembro de 2006 por Equipe ConstrucaoTotal
 
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