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<EDIÇÃO 197>


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Vendas na temperatura do verão

Com as ameaças de crise energética, nada melhor que investir em equipamentos que trazem economia e funcionalidade. Aquecedores elétricos com tecnologias modernas ou as alternativas a gás e solar são boas opções para consumidores ávidos por conforto térmico, sem agredir o meio ambiente
Se você é revendedor de material para construção e duvida do potencial do mercado de aquecedores, sejam eles elétricos, a gás ou solar, precisa conhecer os números apurados pela Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). De acordo com Carlos Felipe da Cunha Faria, diretor do Dasol, Departamento Solar da Abrava, o ano de 2006 do setor ainda não está fechado, “mas, estima-se, com os dados coletados até o momento, que o setor de aquecimento solar faturará cerca de R$ 340 milhões”. Número bastante expressivo, principalmente se comparado aos atingidos nos últimos anos. Em relação a 2005, o crescimento do setor de aquecimento solar será de cerca de 11%, sendo que, nos últimos quatro anos, o mercado brasileiro vem apresentando taxa média de incremento de 8,6%. “Com a implantação de vários programas de divulgação, treinamento e normalização, espera-se crescimento acima dos 20% para 2007”, conta Carlos Faria. O aquecimento solar atendeu no fim de 2006 pouco mais de 670 mil domicílios, somente 1,2% de todos os domicílios no Brasil. “O potencial de instalação de aquecedores solares no país ainda é enorme, tendo em vista que, por exemplo, em Israel mais de 80% das residências utilizam esse método de aquecimento. Falta mesmo uma política oficial de governo que incentive o uso da tecnologia”, considera o diretor do Dasol. As revendas de material para construção têm seu papel (muito importante, por sinal!) no mercado de aquecimento, mas é preciso investir no atendimento treinado e na indicação de mão-de-obra especializada. Praticamente, 70% de todos os coletores solares comercializados se dão pela canal de revendas, de acordo com dados da Dasol. Essas revendas geralmente são lojas de materiais hidráulicos, casas de piscinas, acessórios para banho. Existem, ainda, empresas especializadas na revenda de aquecedores solares. “Lojas de material de construção (especialmente grandes home centers) colocam os aquecedores solares em seus negócios, mas o atendimento ao cliente neste caso fica muito debilitado, já que o aquecedor solar não é um produto de prateleira, exigindo qualificação mínima não só dos produtos, mas também dos instaladores”, alerta Carlos Faria. Ele completa: “A revenda é uma ‘figura’ tão importante para o setor solar que o Inmetro, o Procel e a Abrava criaram o primeiro programa de certificação de revendas e instaladores do país, que é o Qualisol. Estima-se aí que pelo menos 2.500 revendas no país trabalhem com o aquecimento solar.” Iniciativa A exemplo do que já acontece em países como Espanha, Israel, México, Índia, Austrália, Alemanha, Áustria, China, Estados Unidos, Japão, entre outros, a Iniciativa Cidades Solares visa criar uma legislação municipal que incentive o uso de aquecedores solares. A iniciativa brasileira, incentivada pelo Dasol e pelo Instituto Vitae Civillis, ONG socioambiental, já conseguiu aprovar lei de incentivo ao uso de energia solar em Porto Alegre, além de colocar em tramitação projetos de lei em Curitiba e Belo Horizonte e motivar a prefeitura de São Paulo a elaborar um projeto de lei que torne obrigatório o uso de aquecedores solares em novas edificações. A substituição da energia elétrica utilizada para aquecimento de água – hoje responsável por 6% do consumo do país – por aquecimento solar gerou uma economia de mais de 380 mil MWh de energia elétrica somente em 2005. “Este dado, por si só, explica a motivação de se criar uma legislação que incentive o uso de aquecedores solares, principalmente se atentarmos aos custos crescentes da energia previstos para os próximos anos”, argumenta o diretor do Dasol e um dos coordenadores da Iniciativa Cidades Solares, Carlos Felipe da Cunha Faria. Um novo "apagão" já começou? Várias empresas já enfrentam um cenário de preços altos e falta de energia elétrica que coloca em risco projetos de expansão. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) começou a definir qual é o real risco de racionamento de energia no país. O novo cenário será desenhado a partir da redução do volume de energia assegurada no sistema elétrico nacional, com a retirada das térmicas que não têm gás para funcionar. Segundo simulações do mercado, a medida pode elevar o risco de déficit muito acima dos 5% aceitos pelo sistema, atingindo 25% no Sudeste em 2007, e 50% em 2008. O primeiro reflexo, segundo especialistas, é a alta do custo da energia no curto e médio prazo, acompanhando o aumento do risco de desabastecimento. Essa alta no custo da eletricidade pode chegar a 50% nos próximos anos. O que é uma cidade solar? Uma cidade solar é uma área urbana com programas pró-ativos pela sustentabilidade, entre eles o aumento do número de sistemas solares instalados nas edificações, que buscam aumentar a energia gerada por fontes renováveis, sustentáveis e descentralizadas, reduzir as emissões de carbono e as emissões de poluentes locais e reduzir a dependência das cidades de fontes de energia externas. Segundo Délcio Rodrigues, do Vitae Civillis, “o conceito de Cidade Solar é promovido por um grande número de iniciativas em todo o mundo, que inclui incentivos financeiros, legislações, diretrizes e normas para a promoção do uso de tecnologias solares”. “A iniciativa brasileira”, continua o físico e pesquisador, “visa promover antes de tudo o uso de aquecedores solares de água, já que, no contexto brasileiro, esta forma de aproveitamento da energia solar traz amplas vantagens socioambientais e pode ser implantada imediatamente”. No futuro próximo, “a iniciativa pretende discutir não só o aquecimento solar, mas todas as tecnologias que fazem parte do conceito de uma cidade solar”, finaliza o físico.
Publicado em 11 de janeiro de 2007 por Equipe ConstrucaoTotal
 
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