div
buscar
FILTROS:
PRODUTO
FORNECEDOR
ESTADO
CIDADE
 

<EDIÇÃO 197>


EDIÇÕES ANTERIORES
2018
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006
 

Vendendo cidadania

Diversas empresas fabricantes de material de construção se preocupam com projetos que valorizam a cidadania. Nesta segunda parte da reportagem especial sobre responsabilidade social e respeitabilidade ao meio ambiente, mostramos que ajudar, não importa a quem, é dever de todos
Tratamento de água Exercendo seu papel social, a Esteves apóia as atividades da Fundação Abrinq, entidade não-governamental que promove a defesa dos direitos da criança e do adolescente e a plena execução da cidadania. A companhia realiza também constantes contribuições financeiras e materiais a entidades assistenciais.
A preservação do meio ambiente também é fator merecedor de toda a atenção dento da companhia. Suas instalações contam com sistemas de tratamento de água para a reciclagem de metais pesados. A água reciclada é reaproveitada na própria empresa em usos não potáveis. Para o biênio 2006/07, a empresa tem como meta a redução per capita de 20% de MP (metais pesados) e a utilização de 50% desses materiais de reúso e reciclagem. Destaca-se que todo resíduo metálico é reaproveitado, o que impede perdas de matéria-prima durante o processo. No início da década de 90, a participação da Esteves no programa governamental de despoluição do Rio Tietê foi um incentivo para a realização de investimentos na área ambiental, em particular na área de tratamento de efluentes. Hoje, a companhia é considerada empresa modelo pela Cetesb (Centro Tecnológico de Saneamento Básico). A empresa também participa do Programa de Uso Racional da Água (Pura), mantido pela Sabesp, com o desenvolvimento de itens economizadores de água, como as torneiras automáticas da linha Estevesmatic, que permanecem abertas durante seis segundos. Segundo pesquisas, o consumo de água diminui cerca de 70%. Gente miúda A Soprano, empresa gaúcha com mais de 50 anos de experiência, recebe diariamente grupos de 10 a 15 crianças em suas fábricas no Rio Grande do Sul e Pernambuco. A criançada almoça nos restaurantes da Soprano, participa de palestras, encontros sobre saúde, higiene pessoal e formação educacional. Ao final do programa, os pequenos participantes têm um encontro com o presidente da empresa, Adelino Miotti. O projeto “Gente Miúda no Almoço” já beneficiou mais de mil crianças entre 5 e 12 anos. Reintegração social A Pulvitec criou, há alguns anos, uma unidade de trabalho dentro da penitenciária feminina, onde emprega mais de 50 detentas. O preconceito e o receio que algumas empresas ainda têm ajudam a aumentar a quantidade de detentos ociosos. De acordo com pesquisas, a maior parte dos detentos são de fato soltos e o nível de reincidência é muito alto. Entre os programas de reabilitação, independentemente dos crimes cometidos por essas pessoas, o trabalho é reconhecido como uma forma de reintegração à sociedade. Educação ambiental “Educar a criança de hoje para que se torne o adulto ecologicamente consciente e responsável de amanhã.” Com essa missão, o Clube da Terra, programa de voluntariado dos funcionários da Tintas Coral, já beneficiou cerca de 1.400 crianças desde 2005, quando um grupo de funcionários solicitou à diretoria da empresa que fosse colocado em prática um projeto desse tipo. Atendendo a esse pedido, foi criado, então, o Clube da Terra, em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica. Também foi escolha dos funcionários trabalhar com educação ambiental – já que a empresa possui forte compromisso nessa área –, assim como realizar ações com as comunidades do entorno das duas fábricas. Em 2006, cerca de 500 alunos de 1ª a 4ª série da Escola Estadual Carlos Drummond de Andrade, da cidade de Mauá, na região metropolitana de São Paulo, vêm participando de atividades que unem educação ambiental e diversão. Cada encontro entre os funcionários da Coral e a criançada é regido por um tema, que pode ser Uso Consciente da Água, Reciclagem de Lixo ou Desmatamento. Esses encontros são marcados por jogos lúdicos, peças de teatro, caminhadas pela Mata Atlântica e filmes que ensinam, de maneira fácil e gostosa, lições básicas de ecologia e preservação do meio ambiente. Queimadas, poluição, fauna e flora são outros assuntos abordados por esses filmes, produzidos especialmente para o projeto e que fazem as crianças ficarem de olhos grudados na tela. As mesmas atividades ocorrem, mês a mês, do outro lado do País, na capital pernambucana. No Recife, são 250 crianças da Escola Municipal Orlando Breno que participam do Clube da Terra. As famílias também acabam sendo envolvidas, já que as crianças transmitem o aprendizado em casa. E mais: as mães dos alunos são convidadas a participar de Oficinas de Eco Artesanato oferecidas pela Coral, onde aprendem a criar peças de decoração com lixo reciclado, que inclusive podem ser vendidas, gerando uma bem-vinda renda extra. Já os pais recebem treinamento da profissão de pintor. A Coral mantém ainda outras ações de Responsabilidade Social, como: promoção de coleta seletiva de lixo entre seus funcionários, com renda destinada à compra de material escolar para os filhos dos próprios funcionários; utilização de embalagens PET (polietileno tereftalato) na composição de matérias-primas de seus produtos – em apenas dois anos, foram usadas mais de 30 milhões de garrafas recicláveis –, contribuindo com o trabalho de quatro cooperativas de catadores de lixo, além de reutilizar um material altamente poluente que demora cerca de 400 anos para se decompor na natureza; programa rígido de controle de resíduos, não poluindo, de nenhuma maneira, o meio em que atua; doação de tintas para entidades sem fins lucrativos, entre outros. Só em 2005, foram doados mais de 20.000 litros de tinta. Relacionamento com a comunidade A Astra nasceu e se desenvolve em Jundiaí, onde mantém com a comunidade um relacionamento de simpatia e confiança. A empresa tem consciência de seu papel como agente de transformação da sociedade e busca cumprir essa função por meio de vários projetos sociais junto à comunidade. Além disso, investe em cultura e educação, por meio dos Concertos Astra-Finamax e da Olimpíada Estudantil Astra de Matemática. Entre os projetos culturais, destaque para os Concertos Astra-Finamax, Série Expressão Brasileira, Festival de Corais, Coral Astra, Troféu Astra-Finamax e Apoio à Literatura. Os projetos educacionais são compostos pela Olimpíada Estudantil Astra de Matemática, projeto que começou em 1996 e é realizado pela empresa em parceria com a diretoria de ensino da região de Jundiaí. A olimpíada tem como objetivos principais estimular o ensino e o estudo da matemática e incentivar o entrosamento entre escola-empresa e professores. Destina-se a alunos da 8ª série do ensino fundamental, matriculados em escolas da rede estadual das cidades de Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Jarinu, Itupeva e Louveira. A décima edição da olimpíada contou com 6.862 inscrições de 64 escolas estaduais. Passaram para a segunda fase do concurso 123 alunos. Os dois primeiros colocados e suas respectivas escolas ganharam um microcomputador e uma impressora cada. Todos os alunos que se classificam para a segunda fase do concurso são convidados a participar do processo seletivo da empresa assim que completar 16 anos. Atualmente, trabalham na Astra 29 funcionários vindos do projeto. A empresa ainda mantém ações que proporcionam oportunidades para jovens (menores de idade, guardinhas, trainees em engenharia e estagiários), além de ações comunitárias, como a Campanha do Agasalho, Campanha do Brinquedo, doação de leite em pó e contribuição com o CMDCA (Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente de Jundiaí). Dia especial A Saint-Gobain Abrasivos iniciou em 2005 uma nova e importante ação, o Dia da Responsabilidade Social Saint-Gobain Abrasivos. No primeiro evento, realizado na Escola Estadual Professora Alice Chuery, a comunidade, os colaboradores da Saint-Gobain Abrasivos e os alunos e professores da escola assistiram a palestras sobre Prevenção de Incêndios, Drogas, Gestação Precoce e Direitos do Cidadão; visitaram as Salas de Conhecimento que tinham exposição de materiais sobre Meio Ambiente, Segurança no Lar, DST/Aids, showroom de produtos SGA e prestavam serviços como medida de pressão arterial, avaliação postural, direitos do cidadão, teste visual, teste fonoaudiológico, divulgação de vagas de emprego e preenchimento de fichas para uma possível recolocação profissional. Compromisso com o planeta No dia 22 de março, quando se comemora o Dia Mundial da Água, a Víqua firmou um compromisso com o futuro do Planeta. Com a participação de todos os colaboradores, foi lançado o sistema de Coleta Seletiva de Lixo. Agora, além de reciclar e reaproveitar todo o material que sobra do processo produtivo da indústria, os colaboradores também vão separar e encaminhar para reciclagem todo o lixo gerado na fábrica. Para facilitar a participação dos funcionários, tanto do setor administrativo quanto da fábrica, foram realizadas seis apresentações da campanha, inclusive no turno da noite. Além disso, foi criada uma comissão de colaboradores para levar o projeto adiante, organizar novas ações e cuidar para que a coleta seja um compromisso constante dentro da empresa. “Essa atitude mostra a preocupação da Víqua e de seus colaboradores de crescer com consciência, responsabilidade e em harmonia com o meio ambiente. Nosso planeta é um organismo vivo e faz parte da nossa missão cuidar de seu futuro”, diz Ana Carolina Cardozo, gerente financeira. Para provocar a reflexão sobre a importância da água, ainda no dia anterior ao lançamento da campanha, as torneiras e os bebedouros da empresa foram envelopados. A Víqua está crescendo e aos poucos surge a necessidade de se montar equipes que pensem em melhorias para assuntos específicos, como esportes e meio ambiente. A mobilização dos funcionários está impulsio-nando essas ações. A Comissão Ambiental já arregaçou as mangas e está verificando os processos que podem ser melhorados. “Esse trabalho é valioso para os funcionários, que se conscientizam no trabalho e mudam suas atitudes em casa”, diz Patrícia Menel, membro da equipe. A empresa mantém um controle de qualidade rígido, com matéria-prima certificada pelo ISO 9002 e 14000. Todos os produtos da empresa são acompanhados pelo selo “Amigos da Natureza”, pois o processo de produção está 100% adequado à legislação vigente, sem elemento poluidor, nenhum despejo ou fumaça. Os produtos são fabricados por processo de injeção, que não possui agentes poluentes. Além disso, todos os resíduos de matéria-prima podem ser reprocessados, assim nada se perde. A matéria-prima reprocessada é utilizada principalmente na fabricação de registros, conexões e alguns acabamentos. Investimento em equipamentos Há mais de 70 anos no Brasil, a Sika reafirma sua política de preservação ambiental. Em sua área industrial de 38 mil metros quadrados, a empresa construiu uma miniestação de tratamento de efluentes. A água utilizada no processo de industrialização dos produtos químicos fabricados pela indústria recebe tratamento de despoluição e flotação de resíduos antes de retornar ao meio ambiente. Além de cumprir a legislação ambiental, a Sika intenciona implementar em curto prazo o reúso da água em seus processos, iniciativa que economizará ainda mais recursos hídricos. Em médio prazo, a indústria vai substituir todos os equipamentos que emitem o CFC (clorofluorcarbono), mesmo que em pequena escala, por máquinas mais modernas e livres da emissão do gás. Reforma responsável Com o objetivo de desenvolver um trabalho social e beneficente, sem fins lucrativos, o Projeto Casa da Criança foi criado, consistindo na reforma de unidades que prestam atendimento às crianças desfavorecidas socialmente, como creches e abrigos, por meio de um trabalho similar a uma mostra de decoração. O Projeto, iniciado no Nordeste, conta com a adesão de arquitetos, empresas da área da construção civil, fabricantes e fornecedores de material de construção, construtoras e demais profissionais da área e vem se multiplicando, atingindo outras regiões do país. Seis anos depois da primeira unidade reformada, o Projeto Casa da Criança chegou à região Sul e a AngelGres Revestimentos Cerâmicos é patrocinadora do Projeto para a reforma do Jardim de Infância João Paulo II, em Palhoça, fornecendo o material de acabamento necessário. Dessa forma, a empresa está contribuindo com instalações adequadas e espaços detalhadamente, criados com base nas necessidades de uma educação moderna e eficiente. Artesanato em prol da comunidade A Brascola encontrou uma maneira diferente de come-morar o Dia das Crianças de 2006 e realizar ações de responsabilidade social. Em setembro, a empresa promoveu o 1o Evento de Artesanato no Mercadão de Madureira em parceria com a administração do local. Diversos cursos de artesanato foram ministrados para a comunidade e a participação era garantida com a doação de 1 quilo de alimento não perecível. O resultado superou a expectativa da equipe. “O sucesso foi tanto que conseguimos arrecadar 1,7 tonelada de alimentos”, explica Adriana Quarck, gerente de marketing da Brascola. Os alimentos foram doados para o Orfanato Casa de Oliveira e para a comunidade local no Dia das Crianças. Reabilitação de detentos A Fabinject, desde 2000, participa da reabilitação de detentos da cidade em que está estabelecida sua sede – Pindamonhangaba (SP). “Decidimos divulgar com o intuito de incentivar as pessoas a adotarem projetos semelhantes, por isso apresentamos o novo selo desenvolvido para enfatizar a questão de importância à cidadania expressa em nosso compromisso com a sociedade brasileira”, diz Renato Raidsi, gerente nacional de vendas e marketing da empresa. O ícone aplicado nas embalagens e comunicações da empresa transmite a seguinte mensagem: “Este selo simboliza a esperança e a fé que temos em nossa gente e na capacidade de trabalho e cidadania do brasileiro”. Educação em foco A educação com foco na formação profissionalizante de adolescentes é um dos pilares da política sociocultu-ral da Bosch. Seja através de ações do Instituto Robert Bosch ou de parceiras, a empresa apóia uma série de cursos e projetos como Programa Peça por Peça, em Curitiba; Ação Bosch Social (ABS) e Só Solidariedade, em Campinas; Formare; Escola Cidadã; Cooperativa Havillá, entre muitas outras. Estabelecida em 1964, a Fundação Robert Bosch é uma das maiores fundações na Alemanha associadas a uma empresa privada. Seus investimentos são direcionados para os segmentos de saúde, relacionamento internacional, formação e educação de jovens e pesquisa em áreas científicas. Anualmente, são investidos cerca de R$ 4 milhões em projetos de responsabilidade social e cultural com foco na auto-sustentabilidade das comunidades assistidas no Brasil. Além dos investimentos em projetos próprios, a Bosch também apóia programas de outras entidades e ONGs alinhadas às políticas de responsabilidade social da empresa. A Robert Bosch América Latina realiza cursos profissionalizantes para portadores de necessidades especiais (PNEs). Em cada unidade fabril da empresa, nas cidades de Campinas (SP), Curitiba (PR) e Aratu (BA), a Bosch conta com parcerias com as entidades locais para poder oferecer formação técnica específica para esse público. A idéia do programa é dar condições para que os PNEs possam concorrer, igualmente, por vagas no mercado de trabalho e que estejam aptos a atender as expectativas da empresa como profissionais qualificados para o trabalho que será desenvolvido. Selo Abrinq A Soletrol recebeu o direito de usar o selo Abrinq em setembro de 2000. A empresa já fez várias doações e tem, desde agosto de 2004, a política de sortear entre os colaboradores de destaque um sistema de aquecimento solar por mês – além de promover, em alguns eventos, o sorteio de alguns sistemas adicionais (como na festa do dia do encanador, quando cinco sistemas foram sorteados entre os colaboradores). Algumas doações de sistemas de aquecimento solar realizadas pela Soletrol beneficiaram as unidades do Senai em Botucatu, Itu e Campo Limpo Paulista; o Asilo Pousada da Colina (São Manuel); a Apae (Jaú e São Manuel); o Hospital do Câncer de Jaú; o Projeto Pomar (São Paulo); o Departamento de Engenharia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e o Instituto de Proteção à Infância e à Juventude (São Manuel). Jovem brasileiro O Grupo Martins aposta em projetos sociais com um objetivo maior: promover o desenvolvimento econômico e social sustentável por meio de ações socioambientais, culturais e educacionais voltadas para crianças e adolescentes. São ações que, entre 2002 e 2005, já beneficiaram mais de 140 mil pessoas em todo o país. Assim como no ano anterior, em 2006 a empresa deu continuidade a mais de dez ações desenvolvidas em diversas áreas, beneficiando dessa maneira milhares de pessoas na região de Uberlândia (MG) e em outras partes do país. “É responsabilidade de todos nós contribuirmos para a formação de uma sociedade mais justa e igualitária. E essas ações voltadas para os jovens brasileiros representam a preocupação do Grupo Martins em participar dessa construção”, comenta o presidente da empresa, Alair Martins. O projeto mais recente da empresa foi lançado em março de 2006 e criado em parceria com o Instituto Integrar, organização não-governamental de Uberlândia. Trata-se do Curso de Capacitação Profissional para Pessoas Portadoras de Deficiências. Com duração de três meses, o treinamento tem o objetivo de fornecer aos participantes condições de se qualificar para o mercado de trabalho. Com o objetivo de integrar todas essas atividades e trabalhar com mais intensidade o desenvolvimento do jovem brasileiro, a empresa criou o Instituto Alair Martins, que lançou oficialmente em junho um projeto de abrangência nacional com foco na educação para o empreendedorismo. Alguns projetos desenvolvidos pelo Grupo são: Projeto Atividade, que visa a formação e desenvolvimento de jovens para a gestão de varejo; Projeto Empreendedor, planejado para transmitir a alunos de escolas públicas noções de economia básica e princípios de negócios; Criança em Roda e Cesta de Letras, que tem por objetivo principal a integração da criança com deficiência física à escola no ensino regular; Oficinas Culturais; Concertos Tribanco para Uberlândia; Grandes Concertos e Orquestra Filarmônica, entre outros. Abrangência nacional A Sicmol foi patrocinadora nacional do Projeto Casa da Criança de 1999 a 2002, voltando a patrocinar o Projeto em 2005. As empresas patrocinadoras nacionais abrem as portas em cada Estado que o projeto atua para que outras empresas integrem a ação numa determinada cidade, contribuindo com a mobilização social. Já é possível contabilizar 27 instituições beneficiadas pelo projeto, todas inauguradas até março de 2006. Como patrocinadora nacional, a empresa e o projeto já se encontram em todas as regiões do país, atendendo crianças de abrigos (órfãs, vítimas do abandono ou maus- tratos), creches (atendimento diurno), espaços de adolescentes (horário oposto ao escolar), câncer (casa de apoio, ala hospitalar ou ambulatório) e abrigos a crianças especiais (portadoras de necessidades especiais). A empresa ainda apóia há quatro anos o Cevam, uma instituição filantrópica nacionalmente conhecida, que desenvolve atualmente seis projetos e mantém dois programas de atendimento a mulheres e crianças em situação de violência. Trabalha diariamente na busca de soluções inovadoras, combatendo a violência. Tem também como objetivo dialogar sobre os papéis sociais, sobre o processo da educação, cultura, repensar a violência e sua “aceitabilidade social”, construindo novos espaços de cidadania. Educação e conhecimento Sempre preocupada com a formação escolar, capacitação e tendo a certeza de que o conhecimento é o melhor caminho, a A. J. Rorato investe anualmente em educação abrangente, com cursos técnicos, como o de Eletromecânica Industrial ou o Técnico em Gestão de Processos Industriais (TGPI), e de apoio aos filhos e colaboradores desde o maternal até o ensino superior e pós-graduação. Atualmente, a empresa está custeando parte das despesas de aproximadamente 35 filhos de colaboradores com idades entre 3 e 10 anos, que estudam na escola particular Natividade de Nossa Senhora, localizada em Araruna (RS), sen-do o transporte dessas crianças totalmente custeado pela A. J. Rorato. Também está auxiliando cerca de 50 colaboradores universitários, efetuando o pagamento de seu transporte escolar para cidades vizinhas e custeando parte das mensalidades para aqueles que estão em universidades particulares. Com essa preocupação, a empresa já dispõe, em seu quadro de funcionários, de colaboradores graduados ou que estão se graduando em diversas áreas do ensino superior. Mas a empresa vai mais além, proporcionando a alguns colaboradores a oportunidade de se especializar num curso de pós-graduação, aumentando o conhecimento nas áreas em que atuam. A empresa ainda mantém uma série de ações voltadas para a comunidade local e de respeito ao meio ambiente. A A. J. Rorato tem na madeira de pinus a sua grande fonte de matéria-prima, para a fabricação de seus produtos, utilizando-se do seu próprio reflorestamento para garantir o fornecimento. Consciente da necessidade de estar em dia com a legislação ambiental, da importância das florestas naturais, a empresa investiu na compra de áreas com vegetação nativa e também plantou nos últimos anos mais de 1 milhão de mudas, refletindo ações de valorização e proteção da diversidade ecológica da região e qualidade de vida de gerações presentes e futuras a partir da preservação do Patrimônio Natural. Para 2007, a empresa A. J. Rorato realizará com todos os seus funcionários uma conscientização ecológica através da contratação de um técnico ambientalista para orientar e treinar sobre o uso adequado e a importância da água para que façam a economia desse precioso líquido. Educação como ferramenta do sucesso A Stam acredita que a fórmula do sucesso para qualquer sociedade é ter os seus cidadãos educados, e dentro de uma organização empresarial não deve ser diferente. Numa visão empreendedora, a empresa construiu dentro de suas instalações o Centro Educacional Francisco Faria em homenagem à memória de seu fundador. Saber ler é imprescindível, mas compreender e desenvolver um raciocínio crítico e lógico é fundamental. Portanto, por meio de uma parceria formalizada com o Sesi, os funcionários inscritos no programa de educação interna da empresa têm a oportunidade única de graduação dos ensinos fundamental e médio. A criação do Centro Educacional Francisco Faria, inaugurado no dia 22 de maio de 2006, consolidou a idéia de promover a inclusão social dos funcionários. Hoje, 128 já estão matriculados no CEFF. Aos 56 anos, Alvaci Anísio da Silva, do setor de fundição 01, na 5a fase do ensino fundamental, diz com muita emoção: “Quando era criança não pude estudar. Depois, casei e não estudei porque tinha os filhos e tive de trabalhar muito para educá-los e, hoje, a Stam realiza o meu sonho de me sentar numa cadeira da sala de aula”. A responsável pelo setor de Recursos Humanos e Departamento Pessoal da Stam, Cleidimar Luz, informou que foi realizada, previamente, dentro da empresa, uma pesquisa para avaliar o interesse do funcionário de estudar no mesmo local de trabalho e acrescenta: “É importante a aproximação com os funcionários, tratá-los como cidadãos e vê-los mais felizes e integrados”. O diretor de marketing da Stam, Gustavo Faria, fala com muito carinho da escola, destacando o seu tempo de maturação, desde a sua idealização, construção, tijolo por tijolo, até a sua inauguração. Para ele, o mundo se transforma a cada dia dentro de nossas casas. “Queremos que o funcionário perceba que esse investimento é para ele e tem o objetivo de vê-lo integrado, ciente dos seus direitos e deveres, melhorando a sua auto-estima e o seu desempenho profissional.” A ação social tem no vice-presidente, Rogério Faria, um grande incentivador. Com grande preocupação ambiental, a Stam, há 35 anos instalada em Nova Friburgo, cidade serrana do Rio de Janeiro, é consciente da importância do equilíbrio ecológico e, também, de cumprir as metas estabelecidas pela Fundação Estadual do Meio Ambiente – Feema. Por esse motivo, desenvolve atividades voltadas à preservação ambiental, com destaque para a Estação de Tratamento de Efluentes Líquidos, que gera uma economia mensal em torno de 30 milhões de litros de água, além de tratamento dos gases e vapores e, ainda, o investimento em moderna linha automática de galvanoplastia, tecnologia avançada que permite, inclusive, a redução substancial da utilização das águas de lavagem e de lodo gerado. Acompanhamento familiar A Associação do Grupo Gusmão dos Santos é um exemplo de apoio à comunidade de Suzano (SP). Porém, suas iniciativas e conquistas só se tornam possíveis graças à participação da Denver Impermeabilizantes e das demais empresas do grupo Formitex, do qual ela faz parte. A entidade atende hoje 250 crianças, residentes nas comunidades carentes de Suzano. Diariamente, recebem alimentação, participam de atividades esportivas, aulas de inglês, artes plásticas, educação ambiental e música. Todas são matriculadas nas escolas públicas locais. Portanto, passam meio período do dia na entidade. Sob a presidência de Marly David Gusmão dos Santos e coordenação de Aparecida de Fátima Catelli, a associação está localizada numa sede ampla. No local também funcionam dois consultórios, um médico e outro dentário. Para inscrever-se, a criança e sua família passam por uma avaliação, na qual é analisado o espaço onde moram e as necessidades de atendimento. “No trabalho com as crianças também está implícito um acompanhamento familiar, que pode se estender até ao encaminhamento a postos de saúde para tratamentos”, acrescenta Aparecida. Em virtude da maturidade do grupo, a Associação Gusmão dos Santos trabalha hoje somente com educadores formados; as aulas de música já evoluíram para a formação da Orquestra Pequenos Flautistas do Grupo Gusmão, e das 250 crianças, 50 participam do Projeto Formação para o Trabalho, com adolescentes entre 14 e 17 anos. Outro projeto audacioso é o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. Para esta ação, a entidade procura retirar as crianças que trabalham nas ruas, oferecendo a elas a “Bolsa-Família”. As iniciativas da associação já se estendem também para o Nordeste, onde são distribuídas 130 cestas básicas mensais para famílias carentes. Nesse caso, todas precisam preencher um requisito: ter os filhos vacinados e matriculados nas escolas locais.
PÁGINAS:
Construção Total
Publicado em 11 de janeiro de 2007 por Equipe ConstrucaoTotal
 
Publicidade
 
sp sp sp sp sp sp sp