div
buscar
FILTROS:
PRODUTO
FORNECEDOR
ESTADO
CIDADE
 

<EDIÇÃO 199>


EDIÇÕES ANTERIORES
2018
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006
 

No Lugar certo, receita de SUCESSO

Tenha todas as opções de acessórios e ferramentas juntas em exposição no PDV para facilitar a vida do consumidor
Quando o assunto são as ferramentas, sejam elas manuais ou elétricas, o importante é oferecer todas as opções que o cliente procura – ou as principais – e ter à mão os acessórios complementares – como luvas de segurança, fitas adesivas, brocas e parafusos – para que ele não tenha de comprá-las de um terceiro. O crescimento do desemprego e da economia informal cria uma concorrência desleal para quem emite notas fiscais e se preocupa em colocar nas prateleiras marcas conhecidas e produtos de qualidade. “Em épocas onde a maioria dos clientes procura o melhor preço, o jeito é ter de tudo na loja, inclusive os importados chineses, que podem ser de primeira, segunda ou terceira linha”, analisa Marco Antonio de Pádua, comprador da AFG Ferramentas. “O mercado está restrito e a competição aumenta, o que significa que, para termos preços mais competitivos, reduzimos a margem de lucro”, aponta. Ele explica que há 20 anos trabalhar com ferramentas era revender com margem que variava de 100% a 200% e que, hoje, a margem de lucro fica em até 30%. Marco admite ainda que, para vender ferramentas, é preciso ter funcionários especializados. “Procuramos então saber qual a necessidade do cliente, que tem preferido o auto-serviço.” Nos pequenos revendedores regionais a preocupação é menor, porque ele já conta com a venda para as situações de emergência vivenciadas pelo cliente. “Eu ficaria assustado de ver alguém montando uma caixa de ferramentas na minha loja”, declara Daniel Domingues Agra, da Prolar. “No mínimo, duvidaria da origem do cheque utilizado no pagamento”, brinca. Já nos grandes Home Centers, a estratégia é deixar os equipamentos expostos segundo a lógica de busca do consumidor, ou suas necessidades, além de ter tudo muito bem sinalizado – preços, uso, garantia, voltagem, potência – e, quando necessário, oferecer mais informações, com funcionários entendedores das marcas, ou folhetos acessíveis ao cliente. “Ele não pode se esquecer de nada”, justifica o gerente comercial da Dicico, Ivan Silva. “Os discos ficam juntos às serras circulares, enquanto brocas e acessórios estão perto das furadeiras, com uma comunicação planejada para que o cliente possa se auto-servir, ou |,conversar|, com o produto.” “Há sempre produtos que o usuário não conhece bem, e para esses casos é necessário ter um vendedor bem treinado”, conta Ivan. Para a compra das ferramentas que serão revendidas nos HCs, a preferência fica pelas marcas que dão estrutura de venda, garantia em seus produtos, assistência técnica ao comprador e treinamento aos vendedores da loja. Na C&C, os produtos importados também são bem-vindos, desde que sejam certificados segundo normas técnicas. “Investimos muito em tablóides, encontrados nas nossas lojas e em anúncios de jornais. Temos o nosso site, que também traz informações sobre os produtos, além do setor de televendas”, diz o gerente de negócios da rede, Valdir Parente. Apesar de perceber a presença dos importados chineses nos caixas das lojas e de assinalar a diferença de preço existente entre eles e as marcas tradicionalmente conhecidas, Valdir afirma não sentir um desaquecimento desse mercado. “O brasileiro não busca somente preço. Há muitos que vão pela qualidade das ferramentas.” Normatizado “As normas técnicas existentes para ferramentas manuais estabelecem requisitos de dimensões, resistência e segurança, como é o caso de isolamento”, informa o engenheiro do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo) José Roberto Góes. Assim, normas específicas para alicates, chaves de fenda ou martelos verificam tamanho, corte, deformação permanente ou resistência dos cabos. A norma internacional para as ferramentas elétricas é a IEC 60745-1:2006, que avalia aspectos de segurança, como riscos de choque elétrico e aquecimento, inflamabilidade e existência de partes móveis perigosas. “A norma especifica a seqüência de testes, instrumentos de medição, dispositivos de teste e a realização de inspeções”, explicam os técnicos do IPT Mario Leite Pereira Filho e Eduardo Berruezo. “Inexistem selos de qualidade para ferramentas elétricas”, complementam. A FL Feeling anuncia o lançamento da linha TOP, de chave hexagonal, nas medidas de 1,5 mm até 10 mm; hexagonal com ponta bola, de 1,5 mm a 10 mm, que permite trabalhos em ângulos de até 30°; e chave estrela, que segue especificações internacionais. O cabo ergonômico é de PVC injetado, antiderrapante, e a haste, em cromo molibidênio niquelado. Para o ano de 2007, a empresa promete ainda novidades em ferramentas de aperto, torção, medição, telefonia e informática. Os produtos da Corneta, empresa de origem alemã há 75 anos no Brasil, são certificados internacionalmente segundo as normas ISO 9002, TS 16949, além de constantes auditorias e homologações. Todas as ferramentas manuais, como alicates, arcos de serra, serrotes e canivetes, atendem às normas da ABNT. O torquês, por exemplo, é encontrado em três modelos: Armador, para a montagem de armações estruturais, que é desenvolvido com cabo plastificado; Azulejista, para o corte de cerâmica fina, azulejo e lajota, também de cabo plastificado; e Carpinteiro, para extrair e cortar pregos. O lançamento é a empunhadeira de PVC, com cabos de isolação de 1.000 V, o que facilita o uso de talhadeiras pelos operadores, com maior segurança. Já a Alpha Bravo procurou novos parceiros na fabricação de máquinas, abrasivos e trenas. A serra mármore para granito e pedras com diâmetro de 110 mm é a máquina mais moderna, seguida das lixas de óxido de alumínio e carbureto de silício. As trenas emborrachadas são encontradas em três tamanhos: 3 mm, 5 mm e 7,5 mm. Os produtos da Mallory também seguem normas nacionais e são certificados por órgãos europeus (GS, CE, ROHS). Os testes são realizados na própria fábrica, pelo departamento de engenharia da empresa, após terem sua funcionalidade checada junto aos usuários. A Mallory oferece treinamento aos lojistas que compram seus produtos e dispõe de promotoras que são responsáveis pelo contato com os clientes nos pontos-de-venda. A nova serra circular de 1.200 W, com guia laser de precisão, possui uma cunha que auxilia e dá maior durabilidade à lâmina, com corte mais rápido e seguro. A base móvel facilita cortes em até 45°, é metálica e tem pintura eletrostática. Há ainda um gatilho de segurança contra acionamento involuntário. A furadeira 650 W, também da Mallory, traz um limitador de profundidade de furo, funciona com ou sem impacto e tem velocidade variável. A Tramontina, apesar de não apresentar novidades no momento, recorta o mercado com os serrotes da linha Supercut e o torquês Armador. Na Supercut, a afiação de serrotes é dupla ou tripla, com dentes fresados que garantem qualidade à risca para trabalhos de marcenaria e carpintaria. O Armador dá um jeito nos pregos e arames, sendo fabricado em aço temperado, revestido de pintura eletrostática a pó, na cor preta. A Irwin tem uma linha completa de acessórios que dão segurança ao profissional da construção: malas de ferramentas, cinturões e pochetes, cintos ergonômicos e luvas que organizarão as ferramentas e o dia-a-dia do canteiro de obra. Os destaques são, contudo, os alicates Groovelock, de ajuste rápido e mandíbula que se ajusta a diversos perfis, como parafusos e porcas sextavados, redondos, quadrados ou perfis retos; e o Universal, que tem isolamento elétrico e segue a norma internacional VDE. Com foque voltado para ferramentas de corte para madeira, a Bomfio, que também responde pela marca Starflex, atende as indústrias de papel e celulose, couro, borracha, alumínio, plástico, indústrias de produtos alimentícios, para corte de gramas e pedras. Sua linha é variada e vai desde serras circulares comuns às especiais, com almas de aço, além de outros produtos utilizados no corte de árvores, desdobro de toras ou produção de móveis. As serras circulares com pontas de metal duro, para corte de perfis de alumínio, possuem dentes trapezoidais. As makitas têm diâmetros diferentes e número de dentes por polegada que se adapta melhor a materiais finos ou grossos, valendo a regra do maior número de dentes para os materiais mais grossos. A variedade de produtos inclui também serras com ângulos de incidência negativo (alimentação manual) e positivo (automático). A empresa CooperTools tem suas marcas – Belzer, K&F, Nocholson, Lufkin, Mayle, Weller, dentre outras – certificadas pela ISO 9001:2000, e atendem às normas técnicas específicas do setor. Sua equipe de vendas realiza trabalhos permanentes de reciclagem e treinamento técnico sobre seus produtos para lojistas, vendedores e distribuidores, o que acompanha manuais de treinamento e de divulgação para o consumidor final. Em outubro de 2006 foi introduzida ao mercado a chave para tubos Mayle, para consertos domésticos, aperto de tubos e conexões rosqueadas, instalação e manutenção de sistemas hidráulicos. A peça recebe dentes brochados e temperados, caixa de ferro fundido e medidas de referência na mandíbula que facilitam o trabalho, indicando o diâmetro interno aproximado do tubo. O alicate eletricista Belzer é fabricado em aço cromo-vanádio e tem cabo de isolamento de 1.000 V, bico com ranhuras cruzadas, aresta longa de corte, abas protetoras arredondadas e dispositivo para prensar terminais de bitola, além de ser testado pela NBR 9699. Do seu jeito “Shop in shop”, a Bosch procura valorizar seus produtos com estratégias de estímulo ao consumo nos pontos-de-venda, já que 60% das decisões de compra por ferramentas elétricas acontecem nas lojas. Assim, o BSS (Bosch System Specialist) engloba ações que agregam valor aos negócios dos revendedores, organizando ferramentas e acessórios em combinação com displays, painéis e outros materiais promocionais, nas 41 lojas parceiras que, desde 2004, já tiveram um aumento de 25% em suas vendas nesse setor. Balconistas das revendedoras são treinados para melhor informar, e o próprio consumidor interessado pode buscar treinamentos na unidade da Bosch em Campinas. Todos os produtos da Divisão de Ferramentas Elétricas atendem à norma internacional da série IEC 60745 e são testados por laboratórios de engenharia, também em Campinas. A D|,Tools, do grupo Diferpan, tem linha de produtos brasileiros, italianos e chineses. Eles são testados em durabilidade, conforto de uso, segurança, design e aplicabilidade. As brocas, por exemplo, possuem canal com cantos vivos e afiação especial, que permitem a eliminação de resíduos provenientes da furação, aumentando a velocidade e a performance do equipamento. A Broca de Videa Super é indicada para uso intensivo e ultra-resistente. A solda da videa pode ser feita a 1.100°C. Já a de Aço Rápido possui ponta auto-centrante e afiação de 135°. Nas lojas, promotores treinados trabalham para dar suporte às ações de merchandising, além da DTools também oferecer treinamento a seus clientes. Adicionalmente à moderna linha de expositores e soluções para merchandising e decoração dos pontos-de-venda com suas ferrmentas, a Famastil investe em visitas semanais aos clientes, ampliando o giro de produtos nas lojas e estreitando o relacionamento com o consumidor e suas dificuldades: é o programa Famastil Resolve. Nos testes de qualidade dos produtos, os itens avaliados são dureza, tração, força tensora estática e teste de fadiga. A maior novidade fica por conta da Linha de Tesouras – tesouras para chapas, grama, poda, e outros modelos. Já a Linha Dry Wall é apresentada com espátula, parafusadeira, desempenadeira e brocas para concreto, madeira e metais. Na Mundial, a linha Eberle Tools traz trenas, chave L, martelo com suporte, alicate bi-articulado e parafusadeiras. Os martelos entraram no mercado em 2006 e têm suporte para pregos que dá maior estabilidade e evita acidentes com o manuseio do instrumento. As trenas têm ponta magnética que não deixam o usuário perder as maiores distâncias, com três níveis de trava, alterando a velocidade de recolhimento. Os alicates, por sua vez, por serem bi-articulados, possibilitam ao usuário mais preguiçoso fazer 40% menos força na hora de apertar ou cortar. A Jomarca continua crescendo e lança sua nova linha de Ferramentas Jomarca. “Pensando sempre em atender às necessidades de nossos clientes estamos cada vez mais complementando nossa linha de produtos e mantendo nosso alto índice de qualidade”, diz Tatiana Verjas Storti, gerente de marketing. A nova linha será lançada na FEICON BATIMAT e os produtos poderão ser conferidos no estande da empresa. Confira também a linha de Encartelados, Materiais Elétricos Jomarca de baixa tensão e outras novidades. “Destacando as Ferramentas Manuais Jomarca, entre elas estão: Linha completa de Alicates, Chave de Grifo e Inglesa, Chave de Fenda e Philips, Brocas, Paquímetros Analógico e Digital”, completa Tatiana. A Vonder aposta em sua linha de grampeadores: Manual 2 em 1 e Pinador Vonder Plus. O Manual grampeia 40 folhas de papel de uma só vez e pode ainda ser utilizado em serviços domésticos ou artesanato, graças a um sistema de encaixe da base que permite destacá-lo facilmente. Seu corpo é de plástico de alta resistência e muito leve, e seus grampos retos podem ter alturas que vão de 6 mm a 10 mm. Já o Pinador, como o próprio nome indica, aplica pinos T (tipo prego). É produzido em chapa de aço cromado e utilizado na indústria de estofados. Um parafuso de regulagem de pressão da mola ajusta a aplicação do grampo à dureza do material grampeado, reduzindo o esforço do usuário. É flexível e trabalha também com grampos retos e U. O novo arco de serra 140 é resultado de estudos da Starrett para adaptar seus produtos à realidade de pedreiros, encanadores e eletricistas: tem empunhadura anatômica, é leve, resistente e permite a realização de serviços em locais de difícil acesso. Uma peça de zamac é injetada sobre o cabo plástico; a serra é de 300 mm e a tensão se dá por uma porca borboleta. Em complemento, as serras manuais BS são produzidas em aço bi-metal para serem usadas em bancadas ou fora delas, por oferecerem dentes mais fortes e corpo flexível. Esses produtos são testados em laboratórios da própria Starrett, seguindo normas internacionais da British Standard. Para somar à lista de lançamentos da Black & Decker, chega ao mercado a nova HD500, furadeira de impacto com velocidade variável e reversível. A nova furadeira possui 500 watts de potência e impactos por minuto que vão de 0 a 45.000. Com cabo elétrico de 3 metros em PVC, garantia de um ano, a HD500 possui excelente desempenho em metais, madeiras, plásticos e azulejos quando utilizada sem impacto e vem acompanhada de uma guia de profundidade e empunhadeira lateral. O preço sugerido é de R$ 1.490. Pesquisas apontam que mais da metade – 60% – das decisões de compra de itens do segmento de ferramentas elétricas são tomadas no ponto de venda. Desta forma, a valorização deste espaço faz parte das estratégias das empresas para agregar valor ao seu negócio, já que o ambiente se mostra como grande fonte de estímulos para o consumidor. Um exemplo é o programa que a Divisão de Ferramentas Elétricas da Bosch implementou há cerca de dois anos. O BSS (Bosch System Specialist) engloba várias ações com o objetivo de agregar valor ao negócio de seus revendedores. A exposição de ferramentas e acessórios nas revendas é feita de forma organizada e integrada, em um espaço onde o consumidor tem contato com uma ampla linha de produtos e pode encontrar facilmente o acessório ideal para cada ferramenta. Outro ponto fundamental é que toda revenda parceira do BSS possui a linha completa de ferramentas e acessórios Bosch, além dos últimos lançamentos, o que é garantia de que o consumidor, na maioria das vezes, vai encontrar o que procura num único local. O ambiente BSS, nas revendas, é composto por vários displays, painéis e outros materiais promocionais. Além disso, nas lojas parceiras do programa são feitos pré-lançamentos dos principais produtos. “É o conceito do shop in shop, que não se restringe mais aos home centers, mas se pulveriza em outros estabelecimentos, como as redes tradicionais”, afirma o gerente de marketing da Unidade de Ferramentas Elétricas da Bosch, Marcelo Cassone. Outro benefício do BSS são treinamentos periódicos aos balconistas das revendas, com o objetivo de aprimorar o conhecimento sobre as ferramentas e acessórios e, desta forma, poder assessorar de forma correta o consumidor. Os compradores das lojas também recebem treinamentos na unidade da Bosch em Campinas. A cada dois meses, promotores técnicos da Bosch realizam visitas aos revendedores equipados com toda a linha de ferramentas elétricas, para orientar e divulgar os produtos. Desde que foi criado, em 2004, o programa BSS já possui 41 revendas parceiras. As lojas que fazem parte do BSS registraram, logo no primeiro ano, incremento de 25% em média em seu faturamento geral com ferramentas e acessórios.
Publicado em 15 de março de 2007 por Equipe ConstrucaoTotal
 
Publicidade
 
sp sp sp sp sp sp sp