div
buscar
FILTROS:
PRODUTO
FORNECEDOR
ESTADO
CIDADE
 

<EDIÇÃO 208>


EDIÇÕES ANTERIORES
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006
 

Selo Verde

Um importante passo está sendo dado para que a sustentabilidade chegue à construção civil: materiais politicamente corretos ganharão um selo verde
     O conceito de sustentabilidade é cada vez mais presente em novos edifícios, mas muitas iniciativas não se concretizam por causa de uma pedra no caminho: incerteza sobre a qualidade e a boa-fé dos produtos verdes.
     Ao contrario dos materiais de construção convencionais, os sustentáveis não têm normas técnicas. E falta parâmetro para atestar que sua composição é ambientalmente amigável.
    Um novo selo, porém, pretende facilitar a escolha de quem quer se certificar da idoneidade desses materiais.

     O Selo Ecológico Falcão Bauer, parceria do instituto do mesmo nome com o Idhea (Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica), quer avaliar qualidades técnicas e vantagens sócio-ambientais de materiais de construção e de produtos relacionados a outras indústrias, como têxtil e química. O nível mais alto será dado a empresas que aliem produto ecológico a ações que tragam melhorias sociais e ao ambiente de comunidades vizinhas. “É louvável avaliar o social. Deve- se também considerar aspectos como a informalidade do emprego”, informa Francisco Cardoso, professor do departamento de engenharia de construção civil da Escola Politécnica da USP e membro do CBCS (Conselho Brasileiro de Construção Sustentável).
    Até chegar lá, os materiais podem ser classificados como de baixo impacto ambiental, sustentáveis e ecológicos. “O mercado está imaturo. Às vezes, acham-se materiais interessantes, mas não se consegue comprovar do que e como são feitos”, comenta João Pacheco, diretor de engenharia e sustentabilidade da consultoria Cushman & Wakefield. No final de novembro, outro selo foi lançado para estampar materiais de construção. É o da consultoria Sustentax, que avalia há um ano e meio a qualidade de 60 itens usados em construções sustentáveis. “Nosso objetivo não é certificar produtos, e sim agilizar as obras. Para ter uma boa cesta, ainda vamos levar de um a dois anos”, diz Newton Figueiredo, presidente da Sustentax.“À medida que levarem os selos, os produtos serão divulgados.”
     Até o selo chegar à embalagem, o material precisará passar por uma série de avaliações. A primeira é a da qualidade. No caso da certificação do IFB (Instituto Falcão Bauer), sem ser aprovado em normas técnicas, o candidato não passa à avaliação sócio-ambiental. “Se não houver norma brasileira, usaremos a estrangeira ou a aplicável a produtos similares aos testados”, explica César Augusto de Paula Pinto, coordenador técnico do pólo de construção civil do IFB. “Em último caso, uma comissão elaborará parâmetros para que possam ser avaliados.”
     O bom desempenho dos produtos é o foco da Sustentax. “Alguns materiais dão problemas em obra. O selo pretende minimizálos e atestar qualidade e durabilidade”, explica Newton Figueiredo. Para chegar a isso, as empresas enviam produtos para testes em laboratórios escolhidos por elas e que tenham as certificações ISO 17.025 (sobre controle de qualidade laboratorial) e ISO 14.000 (ambiental). “Ainda precisa haver um bom programa de captação de laboratórios para se ter um parque adequado para essas análises”, alerta Francisco Cardoso, do CBCS.
     Quanto ao custo, César Augusto de Paula Pinto afirma que não deve ser proibitivo. “Queremos tornar o selo o mais viável possível e atender ao grande e ao pequeno fabricante”, diz.
Publicado em 07 de janeiro de 2008 por Equipe ConstrucaoTotal
 
Publicidade
 
sp sp sp sp sp sp sp