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<EDIÇÃO 228>


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O risco de se dar um tiro no pé

O risco de se dar um tiro no pé
Há um ano, em setembro de 2008, quando a crise financeira internacional estava prestes a se abater sobre o Brasil, a indústria da construção estava muito aquecida. O nível de emprego no setor batia recorde. Faltava mão de obra especializada. Materiais de construção tiveram seus preços exageradamente inflados.
Diante dos problemas de abastecimento, o SindusCon-SP chegou a fazer um apelo público às indústrias siderúrgica e cimenteira, para que impor tassem o produto, caso não conseguissem assegurar seu abastecimento nos prazos contratados.
Veio a crise e ela se abateu com força sobre o setor a par tir de outubro. As vendas de imóveis foram reduzidas. Os novos lançamentos imobiliários programados ficaram suspensos. O cenário se agravou com a interrupção do crédito.
As construtoras viveram um período de grandes angústias. Com os preços dos insumos ainda em alta e contratos por cumprir, viram o crédito desaparecer. Mas o Governo apressou-se em assegurar financiamentos. E o crédito imobiliário por parte da Caixa e das instituições financeiras privadas foi mantido.
Aos poucos, o cenário foi mudando. De outubro de 2008 a julho de 2009, os custos dos materiais caíram em média 5,35%. Também os insumos estratégicos, fornecidos por poucos fabricantes, tiveram seus preços reduzidos. Os prazos de abastecimento se normalizaram. Aos poucos, o crédito à produção foi sendo reativado e as indústrias voltaram a contratar.
No início de agosto, já estávamos em franca recuperação. O indicador mais expressivo dessa retomada traduzia-se pelo nível de emprego. No primeiro semestre, o setor conseguiu restabelecer as vagas fechadas por conta da crise no Estado de São Paulo. E faltava pouco para recuperar todos os postos de trabalho fechados pela construção no Brasil nos dois últimos meses de 2008.
Aumentou o volume de obras de infraestrutura. A construção dos empreendimentos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida está começando. Nesse quadro, espera-se que os preços dos materiais não voltem a subir injustificadamente como ocorreu no ano passado. Seria um tiro no pé, inviabilizando a retomada do crescimento da construção civil.
Sergio Watanabe é presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção)
Publicado em 23 de agosto de 2009 por Equipe ConstrucaoTotal
 
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